A água é indispensável para a vida humana mas, apesar de ser um recurso renovável tal não significa que esta não se possa esgotar. Por isso, cabe-nos a nós fazer uma exploração sustentada desta “fonte de vida”.
É muito importante uma gestão correcta não só daquela água que se encontra à superfície, mas também, daquela que está armazenada no subsolo. Aliás, as águas subterrâneas para além de constituírem a maioria da água doce disponível no planeta Terra, também representam uma fonte mais económica e rentável, uma vez que na sua grande maioria, estas águas dispensam tratamento e represas.
No fim disto, tomamos consciência, que devemos tomar medidas para que haja um equilíbrio entre aquilo que o Homem precisa, aquilo que o Homem quer e a Natureza pois, actualmente tem-se verificado que o Homem age apenas em função do lucro e do bem-estar, sem pensar nas consequências que as suas atitudes do presente podem vir a trazer no futuro!
“Vive um dia de cada vez não como se este fosse o último mas sim, como se fosse o primeiro” deve ser o nosso lema pois, se todos nós pusermos em prática esta “filosofia” de vida o mundo irá manter-se tal como é. Desta forma, as gerações vindouras poderão usufruir tal e qual como nós, de tudo aquilo que a Natureza tem para oferecer.
Com isto não queremos dizer que somos contra o progresso em geral, mas sim, contra o progresso que não tenha por base a preservação do meio ambiente porque afinal de contas, se não fosse o ambiente favorável à presença de vida na Terra todos nós não estaríamos aqui.
Há que mostrar a nossa gratidão à “Mãe Natureza”! 

Cada vez mais a gestão dos resíduos produzidos pelo Homem é um problema significativo. Visível é que os procedentes domésticos são responsáveis, por uma grande parte da carga poluente nos cursos de águas superficiais onde são despejados. Por sua vez, vão fazer trocas com águas subterrâneas, que também vão ser poluídas. A existência de aterros e fossas de menor qualidade também contribuem em grande parte para a poluição de águas subterrâneas, pois com o decorrer do tempo sofrem varias transformações, onde originam materiais perigosos. Destes materiais, salientam-se as chamadas águas lixiviantes, que são os mais nocivos. Se estas, não forem bem tratadas ou se ocorrer uma fuga das mesmas, poderão contaminar de uma forma irrecuperável um aquífero.

 

Causas: Materiais orgânicos, detergentes e metais pesados.

A indústria petroquímica, metalúrgica e alimentar, produzem resíduos líquidos poluidores que são lançados em linhas de água e solos, sem tratamento. Metais pesados, produtos orgânicos entre outras, são as substâncias poluidoras geradas por estas actividades industriais.

Grande parte das indústrias utiliza água em elevada quantidade e em variados processos.
O solvente utilizado nas indústrias é a água, onde é usada nas lavagens de produtos em conjunto com diversos detergentes. Também é usada na tinturaria e no arrefecimento dos objectos e das máquinas. Desta forma, acaba por se poluir o solvente, ficando impróprio para qualquer uso.

Os resíduos industriais lançados nos rios provocam verdadeiras degradações nas comunidades aquáticas. Por sua vez, os resíduos ao infiltrarem-se no solo, vão envenenar as águas subterrâneas, com posterior consequência para a saúde pública.

Causas: Metais pesados e substâncias químicas variadas.

A agricultura intensiva, utiliza grandes quantidades de adubos, pesticidas, herbicidas, fertilizantes e outras substâncias capazes de fazer aumentar a produção. Todos estes produtos têm na sua composição nitratos, fosfatos e metais pesados, que são perigosos e tóxicos. As plantas nunca absorvem totalmente os nitratos e fosfatos, assim os que não irão ser usados pelas plantas vão ser arrastados pelas águas das chuvas até aos aquíferos. Logo, os aquíferos saíram poluídos.

Dentro da poluição agrícola, a agropecuária, é considerada uma grande fonte poluidora. Na agricultura são utilizados, resíduos produzidos por animais, como fertilizantes.

Causas: Herbicidas, fertilizantes pesticidas

Esta poluição é originada pela introdução de bactérias patogénicas indesejáveis na água. Tornando-a assim, imprópria para consumo e para utilizações domésticas.


Causas: esgotos e adubos.

Estes resíduos influenciam directamente na transparência, temperatura e turbulência do corpo da água. As três propriedades físicas mencionadas, afectam a vida aquática.

A concentração do material dissolvido e a concentração do material em suspensão interferem na transparência da água. Sendo, a transparência importante para o crescimento das algas e penetração da radiação solar, para ser usada como energia na fotossíntese.

Logo, temperaturas relativamente baixas resultam em processos biológicos lentos, em contrapartida temperaturas altas são fatais para muitos organismos. A turbulência é um agente importante no processo de transporte de nutrientes e lixo presentes na água.

 

Causas: erosão, vegetação e a própria actividade humana.

As substâncias resultantes desses despejos decompõem-se muito lentamente ou não sofrem qualquer decomposição. Como exemplo os minerais, sulfatos, fosfatos, metais pesados, compostos orgânicos naturais e/ou sintéticos, entre outros, representando os dois últimos sérios riscos à saúde humana.

Durante todos os anos, milhões de toneladas de compostos orgânicos sintéticos e inorgânicos são produzidos globalmente.

Os compostos são utilizados largamente na produção de plásticos, fibras sintéticas, borrachas sintéticas, solventes, pesticidas, agentes preservantes de madeira, entre outros produtos. Devido às suas estruturas químicas muito desses compostos são resistentes a biodegradação.

Muitas dessas substanciam não fazem parte da cadeia alimentar dos seres aquáticos, sendo dessa forma, não conhecidos os efeitos desses compostos perante os organismos aquáticos. Por sua vez, no Homem, muitos deles podem ser mutagênicos[1], cancerígenos[2] ou teratogênicos[3].

 

Causas: óleos, insecticidas, detergentes sintéticos, adubos químicos e esgotos.


 



[1] Agentes mutagénicos: qualquer factor físico ou químico que altera o código genético de um indivíduo. A alteração brusca e acidental do material hereditário denomina-se mutação. Em certos casos, as mutações atingem uma pequena parte da molécula de ADN, afectando apenas um gene e denominam-se mutações genéticas. Noutros casos, as mutações alteram o número ou a estrutura dos cromossomas e designam-se mutações cromossómicas.

[2] Agentes cancerígenos: O cancro é uma doença que se caracteriza por uma elevada proliferação de células anormais, que resultaram de células normais. A produção de células cancerosas a partir de células normais resulta da acção de determinados agentes químicos, físicos e biológicos – agentes cancerígenos – que são responsáveis por alterações no ADN celular.

[3] Agentes teratogénicos: Responsável por malformações congénitas, ou seja, por defeitos morfológicos ou funcionais que podem ser visíveis quando o nascimento ou que podem manifestar-se posteriormente. Os agentes teratogénicos actuam durante a gestação, na formação do novo ser vivo, produzindo anomalias.

 

A ganância por detrás do ideal de bem-estar e luxo, que máquinas modernas nos podem propiciar e a falta de percepção para o problema estimulam a produção industrial em grande dimensão, tem aumentado a quantidade de resíduos que em conjunto de interesses económicos nos levam para uma situação catastrófica. Sendo a Terra um sistema único e dinâmico, constituído por cinco sistemas, basta uma modificação num deles, para causar desequilíbrios nas relações que eles estabelecem entre si. E do mesmo modo, provocar alterações que podem afectar parcial ou totalmente o sistema da Terra.

O lançamento de substâncias poluentes provenientes de vulcões, fogos, tempestades de areia e o “luxo da humanidade”, lançam fumos e outros poluentes naturais e artificiais na atmosfera, por onde podem ficar durante milhões de anos. As árvores e outras plantas, emitem para a atmosfera compostos orgânicos voláteis. Porém, a biosfera possui organismos que removem, assimilam e reciclam os poluentes naturais.

 

 

 

 

 

 

 

– Um dos problemas Ambientais provenientes da elevada poluição do ar é as Chuvas Ácidas:

 

Em regiões muito poluídas, a precipitação pode conter substâncias presentes no ar. Estas precipitações, que podem ocorrer sob a forma de chuva, geada, neve ou neblina, são chamadas de chuvas ácidas. Quando caiem na superfície, alteram a composição química do solo e das águas, atingem as cadeias alimentares, destroem florestas, atacam estruturas metálicas, monumentos e edificações.

É considerada chuva ácida quando seu PH (índice que indica a acidez de uma solução) é menor que 5.

                                     

 

A água subterrânea resulta da infiltração da água que provém da precipitação e da alimentação directa dos rios e lagos.

Elas são poluídas, directa ou indirectamente, pela impureza de diversas substâncias que são nocivas à saúde dos organismos e que circunscrevem a sua utilidade.

No seu estado natural, as águas subterrâneas, encontram-se relativamente livres de impurezas. É deste modo que são utilizadas na alimentação. A poluição das águas subterrâneas é particularmente traiçoeira porque não é evidente. São muito difíceis de purificar, devido ao seu lento movimento e grande volume. Uma operação de limpeza numa região poderá levar décadas e custar milhões de euros para ficar completa.

A poluição das águas subterrâneas pode ser evitada, desde que exista cuidado.

O estrago da qualidade da água subterrânea pode ser estimulado de maneira directa ou indirecta, por actividade humana ou por processos naturais, sendo frequente a acção conjunta de ambos os factores.

Para captar águas subterrâneas utilizam-se diversas estruturas das quais se salientam os furos.

Os rios são poluídos por lixos orgânicos, envolvendo as excreções humanas e dos animais, e resíduos agrícolas. Com o aumento da população e a manifestação da actividade industrial, a poluição dos rios e lagos não parou de aumentar.
O domínio de biodegradação da água é descomunal, mas, se a concentração de substâncias orgânicas e químicas ultrapassa certos limites.

As águas não a podem regenerar pela acção das bactérias, a vida desaparece e os rios e lagos convertem-se em grandiosos esgotos.

Os sedimentos industriais lançados nos rios despertam verdadeiros sacrifícios nas comunidades aquáticas, sendo notado o seu efeito sobre os peixes.

Pode encontrar-se inúmeras substâncias ácidas, sulfuretos, amoníaco, entre outros, que paralisam as actividades biológicas provocando morte dos seres vivos. Quando aumenta a temperatura, há maior aumento de consumo de oxigénio e pode desta forma ameaçar os seres aquáticos. O uso intensivo de água pela indústria (siderúrgica, do papel, etc.) aumenta todos os dias este perigo.

Os pesticidas executam um papel bastante importante na poluição das águas continentais e são muito nocivos para os seres vivos. São ainda causa de poluição os hidrocarbonetos, os detergentes aniónicos (que entram na preparação de detergentes sintéticos) e a radioactividade resultante de resíduos radioactivos.

A poluição da água dos rios, sob o ponto de vista higiénico, constitui um problema cada vez mais inquietante para todos os países.